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Meu coração

meu coração no eletro bate

um risco acima, quatro abaixo.

a vida é mesmo um risco.

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Publicado por em 27 de março de 2016 em Poemas

 

Sensiente

Vivo sensiente, experimento e desvivo.

Nesciente busco além do sentido

o grão de que fui construído.

Me desconstruo e mergulho

num vácuo profícuo em um trajeto oblíquo

e renasço melhor outro indivíduo.

 
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Publicado por em 22 de fevereiro de 2018 em Poemas

 

Cético

A eternidade é o instante retido.
Tudo é só o agora
este que vivo

Não me dou a julgamentos vis.
O certo ou o errado
nada me diz

Vivo com meu corpo infinito.
Os prazeres eu curto
as dores evito

 
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Publicado por em 17 de fevereiro de 2018 em Poemas

 

Chuva

Olhando, displicentemente, é chuva.
Mas se vir direito é tristeza material
chorando em uma tarde fria de verão.

Poderia dizer que está equivocada
porque afinal, hoje é dia de carnaval.
Mas foi a natureza quem se fez fria
e preferiu tristeza em vez de alegria.

 
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Publicado por em 3 de fevereiro de 2018 em Sem categoria

 

Poesia

“Poesia é ver de ler e ouvir”

 
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Publicado por em 25 de novembro de 2017 em Poemas

 

Arrepender

​Só é possível viver 
o que não viveu
no arrependimento.
É um desviver que
desmancha sua vida
em inércia e ilusões 
enquanto a vida real
passa à sua margem
indiferente e bela.
O arrependimento é um peso
que existe na não-vida
mas você não precisa carrega-lo
basta abrir mão dele.

 
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Publicado por em 1 de novembro de 2017 em Sem categoria

 

Problemas

Todos os problemas metafísicos decorrem da tentativa de dizer o que não pode ser dito

 
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Publicado por em 1 de novembro de 2017 em Sem categoria

 

Oração ao Deus desconhecido

Antes de prosseguir em meu caminho
e lançar o meu olhar para frente uma vez mais,
elevo, só, minhas mãos a Ti na direção de quem eu fujo.

A Ti, das profundezas de meu coração,
tenho dedicado altares festivos para que,
em cada momento, Tua voz me pudesse chamar.
Sobre esses altares estão gravadas em fogo estas palavras:
“Ao Deus desconhecido”.

Seu, sou eu, embora até o presente tenha me associado aos sacrílegos.
Seu, sou eu, não obstante os laços que me puxam para o abismo.
Mesmo querendo fugir, sinto-me forçado a servi-lo.

Eu quero Te conhecer, desconhecido.
Tu, que me penetras a alma e, tal qual turbilhão, invades a minha vida.
Tu, o incompreensível, mas meu semelhante,
quero Te conhecer, quero servir só a Ti.

Nietzsche Tradução: Leonardo Boff

 
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Publicado por em 25 de setembro de 2016 em Poemas